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UFPR denunciará abandono de animais com imagens de câmeras

Grande espaço físico, dificuldade de monitoramento e descaso de alguns proprietários. Estes são alguns dos principais motivos apontados para justificar o aumento na população de cães dentro dos campi da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Uma reunião realizada entre a Pró Reitoria de Administração (PRA) e o secretário municipal do meio ambiente de Curitiba, Renato Eugênio Lima, deu início a uma parceria para dar solução definitiva para os animais soltos na universidade. Segundo o pró reitor de administração, Álvaro Pereira de Souza, a área física dos campi é muito grande e proporciona vários pontos de entrada para estes animais, o que dificulta o monitoramento. “Uma vez dentro do campus, muitas vezes é difícil para um membro da equipe de segurança tentar fazer algo, pois o cão pode representar um risco para ele também”, afirmou o pró reitor.

O diretor do Hospital Veterinário da UFPR, Ivan Barros, lembra que há anos a instituição realiza a castração e vacinação gratuita destes animais, mas é preciso também dar uma destinação adequada para que eles não permaneçam nos campi. “Após serem castrados e vacinados estes animais recebem também um microchip, que serve como uma identificação do cão e do futuro proprietário. O próximo passo é conseguirmos um lar adotivo para o cão, pois a presença dele nos campi pode ser perigoso para a comunidade acadêmica e até para o animal”, afirma Ivan.

Perigo constante

Segundo o professor Alexander Biondo, atualmente diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna (DPCF) da prefeitura da cidade, ao serem alimentados dentro dos campi estes animais passam a desenvolver comportamento territorialista e podem, eventualmente, atacar uma pessoa. “Por estar em espaço fechado, ainda que de grande área, e sendo alimentado, o cachorro entende que o campus é o grande quintal da casa dele, e pode tentar protegê-lo de invasores. Aí está o perigo”, comenta. Na próxima quarta-feira (30) Biondo participará de nova reunião junto à PRA para discutir um plano de ações. Recentemente a universidade registrou casos de ataques a membros da comunidade acadêmica.

Abandono será monitorado por câmeras

Muitos animais encontrados atualmente nas dependências da UFPR entraram de forma oportuna e espontânea, mas o pró reitor de administração alerta que alguns proprietários de animais abandonam seus cães nos campi da instituição, o que configura um crime. “Nossa equipe de segurança flagrou carros que entram nos campi apenas para abandonar um cachorro. Com a parceria firmada com a prefeitura vamos fornecer as imagens para que os proprietários sejam identificados e punidos no rigor da lei”, disse Álvaro.

Abandonar animais é crime municipal, estadual e federal, e pode ser punido com multa e detenção de três meses a um ano.

Campanhas contra alimentação dos animais

Para dar solução definitiva ao problema a UFPR conta com a ajuda da comunidade acadêmica. Para isso, realizará campanhas educativas para conscientizar a todos da importância de não dar água ou comida aos animais dentro da universidade. Este ato pode parecer inofensivo, mas pode desenvolver o instinto territorialista no animal, o que pode desencadear ataques. Segundo a Pró Reitoria de Administração, ao encontrar um animal abandonado dentro da instituição deve-se comunicar imediatamente um representante da administração para que sejam tomadas as providências cabíveis.

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